
Havia, certa vez, uma jovem de
família de classe média que estava ficando cada vez mais doente. Por
fim, ela não queria mais nem se levantar da cama. Era uma doença
misteriosa, que nenhum médico descobria.
Um dia, após os exames, o médico chamou os
pais dela e disse: “Quero tentar ainda um recurso. Se vocês me permitirem,
levarei a sua filha comigo para um passeio”. Os pais concordaram.
No dia seguinte, logo de manhã, o médico
parou seu carro na frente da casa deles, a jovem entrou e saíram. Atravessaram
a cidade e seguiram por ruas de terra, num bairro bem pobre. Pararam junto a um
barraco.
O doutor disse: “Chegamos. Vamos fazer uma
visitinha”. Ao entrarem no barraco, o médico foi recebido naturalmente, sinal
que ia lá com frequência. Ele apresentou a garota e fez perguntas sobre a saúde
da viúva e dos filhos.
A mocinha observava tudo. O médico deixou
alguns medicamentos e despediu-se. Na volta, a menina perguntou se iam voltar.
“Sim” respondeu ele.
Dois dias após, o médico encostou o carro
junto à porta da casa da jovem. Ela já o esperava, com várias sacolas
plásticas. Durante o percurso, conversou animadamente. Chegando ao barraco, foi
ela quem mais conversou. O médico estava satisfeito. Seu novo método de
cura estava surtindo efeito.
Voltaram mais vezes. Depois ela passou a ir
sozinha, com as amigas, que alargaram o seu círculo de amizades na favela.
Algumas semanas depois, a moça estava curada, bonita e bem disposta.
Conclusão:
Os nossos dons foram feitos para serem
usados e não guardados só para nós.
Nenhum comentário:
Postar um comentário